Vitima da Crise
31.8.03
  Balanço Semanal

0 (zero) respostas pendentes a entrevistas realizadas.
1 (uma) candidaturas a anúncios de emprego publicados na Internet. (PING?)
0 (zero) candidaturas espontâneas. (PING?)
1 (uma) candidatura a anúncio de emprego publicado no jornal. (PING?)
0 (zero) notificação de leitura (PONG!)
0 (uma) resposta recebida no seguimento de candidatura (PONG!)
0 (zero) propostas de emprego recebidas.

Total de 2 (duas) candidaturas de emprego enviadas.

Avaliação da Semana: 2/5


Outra semana negativa. Apesar disso, há uma evolução substancial no número de anúncios publicados na imprensa, parece que o Agosto nas empresas acabou mais cedo do que supunha. É um sinal bastante positivo.
Durante a próxima semana este blog não será actualizado porque o autor estará a actualizar o seu bronzeado. Rimei! :) 
27.8.03
  SSU #1 - SuperEmprego

Começamos esta série com o portal SuperEmprego, pertença da PT Multimédia. Para usufruir por completo dos serviços deste portal, é necessário primeiro efectuar a criação de um NetBI, que é como que uma identidade única para identificação do utilizador nos sites da já referida PT Multimédia. Após efectuado o login, que pode ser automático caso permitam o depósito de cookies no vosso PC, é necessário ainda efectuar um registo no site para a criação da vossa área pessoal, de que falarei mais à frente. Só depois podem começar a fazer uso de todas as funcionalidades do sítio.
A página principal divide-se em duas áreas, a área das oportunidades de emprego e a área de formação. Existe também a possibilidade de se inscreverem para receber a newsletter no e-mail, a qual destaca algumas oportunidades e cursos de formação, por exemplo, o que recomendo que façam vivamente.
O candidato, após registo, tem disponível uma área pessoal designada por Minha Pasta. Aí poderá deixar disponível para consulta das entidades empregadoras, a sua foto, uma carta de apresentação, o seu C.V. e até mesmo um pequeno vídeo. Outros serviços disponíveis são a existência de uma caixa para mensagens privadas enviadas pelas empresas recrutadoras, uma área onde se pode arquivar oportunidades de emprego seleccionadas pelo candidato, as estatísticas pessoais e a criação de motores de pesquisa. Este último funciona pesquisando palavras chave seleccionadas pelo candidato na base de dados de ofertas do sítio, como por exemplo "advogado", podendo também utilizar algumas restricções na pesquisa, geográficas por exemplo. Desta forma, o motor de pesquisa deverá retornar como resultado só as ofertas que interessam ao candidato.
Ainda na Minha Pasta existe um Top estatístico das pesquisas mais efectuadas pelas empresas, o que permite ao candidato conhecer qual a profissão, o sector económico, as palavras chave mais procuradas pelos recrutadores e a zona do país para onde essas empresas recrutam. Isto permite ao candidato ter uma ideia geral das ofertas actuais do mercado de trabalho e também lhe permite ajustar o seu C.V. para que contenha algumas dessas palavras chave e consequentemente para que apareça nos resultados dessas buscas. O top actual é este:

Função:
(1) Médico 22.22%
(2) Escriturário 11.11%
(3) Administrador 5.56%
(4) Engenheiro Civil 5.56%
(5) Advogado 5.56%
(6) Professor 5.56%
(7)Delegado Comercial 5.56%
(8) Veterinário 5.56%
(9) Jornalista 5.56%
(10) Motorista 5.56%


Sector:
Informática 19.05%
Medicina/Saúde/Farmacêutica 19.05%
Educação/Ensino/Formação 9.52%
Vendas/Gestão de Vendas 9.52%
Secretariado/Administrativo 9.52%
Telecomunicações 4.76%
Agricultura/Agro-alimentar/Florestas/Pescas 4.76%
Gestão/Gestão de Empresas 4.76%
Engenharia 4.76%
Comunicação Social 4.76%


Palavras Chave:
WAP 26.67%
Engenheiro 13.33%
Pontual 13.33%
Civil 6.67%
Competência 6.67%
Ciência 6.67%
Política 6.67%
Secretária 6.67%
Filosofia 6.67%
Fiscal 6.67%



A partir da página principal pode-se aceder ao Centro de Carreira, no qual se destaca os conselhos e orientações do Guia de Carreira, a informação legal do Apoio Jurídico e a FAQ do Apoio de Carreira.
A utilização propriamente dita do portal para concurso a vagas aí disponibilizadas é muito fácil. Ao detectar uma vaga que lhe interesse, o candidato pode anexar a carta de apresentação e o C.V. que possui na Minha Pasta e simplesmente responder ao anúncio.
Uma funcionalidade importante presente no SuperEmprego é a de consultar todas as ofertas em vigor, algo que nem todos os portais do género permitem.

A minha experiência de utilização do SuperEmprego tem sido bastante positiva. É bastante completo a nível de informação e a nível de serviços, tem sempre muitas ofertas disponíveis e utilizá-lo não tem qualquer dificuldade. A nível de resultados já não estou tão satisfeito, já que apesar de já ter concorrido a várias oportunidades aí listadas nunca recebi feedback desses empregadores. Para além disso, o meu C.V. só foi 7 vezes listado e nenhuma visualizado, não tendo tido também sucesso nessa hipótese.

Avaliação: 17 valores 
  Série Sítios Úteis (SSU)

A Vítima da Crise inicia hoje uma série onde serão apreciados pela perspectiva do candidato cada um dos portais de emprego, empresas de Recursos Humanos, serviços online disponíveis para desempregados ou sites relacionados com o tema do emprego em geral. Estes serviços, muito úteis, vieram revoluccionar a forma de procurar emprego. Não estão limitados a ser como uma parede onde se colam anúncios, pelo contrário, normalmente oferecem várias ferramentas úteis ao candidato, conselhos práticos, ofertas de formação ou apoio curricular e jurídico.
Estes sites são absolutamente incontornáveis, sendo neste momento impossível a alguém que procure de emprego limitar-se a procurá-lo nos jornais. É pela sua indubitável importância que a Vítima da Crise decidiu aqui partilhar a avaliação que faz da utilização de cada um deles. 
25.8.03
  A Ví­tima da Crise errou

Como que se tivessem adivinhado o que tinha acabado de escrever, recebo um telefonema que me obriga a efectuar uma correcção. Era, novamente, de uma empresa de recrutamento a convidar-me para ir trabalhar em part-time numa função subalterna. Tão subalterna, tão subalterna, que a funcionár¡a dessa empresa em atitude paternalista achou por bem tratar-me por tu apesar de não me conhecer de lado absolutamente nenhum. Basta ler este post para saberem o que penso sobre este tipo de convites.
É, se não me engano, a terceira vez que sou contactado por esta empresa e sempre depois de Maio. Portanto, devo corrigir o que afirmei:

- Desde Maio que não sou chamado para qualquer entrevista de emprego onde possa aplicar todas as minhas capacidades, conhecimentos e experiência, sendo consequentemente remunerado de forma adequada. 
  E a crise que não acaba...

Desde Maio que não sou chamado para qualquer entrevista. Não era suposto a recuperação económica começar no segundo semestre? 
  Factor C

Que grau de confiança pode um candidato normal ter quando concorre a uma vaga onde o responsável pela selecção tem como apelido Cunha? 
  Balanço Semanal

0 (zero) respostas pendentes a entrevistas realizadas.
1 (uma) candidaturas a anúncios de emprego publicados na Internet. (PING?)
1 (uma) candidatura espontânea. (PING?)
0 (zero) candidaturas a anúncios de emprego publicados nos jornais. (PING?)
2 (duas) notificações de leitura (PONG!)
0 (uma) respostas recebidas no seguimento de candidatura (PONG!)
0 (zero) propostas de emprego recebidas.

Total de 2 (duas) candidaturas de emprego enviadas.

Avaliação da Semana: 2/5

Hesitei entre esta nota e uma nota positiva. Estamos em Agosto e conseguir enviar candidaturas é milagroso e só por si é um facto positivo. Acabei por escolher a nota negativa por uma questão de coerência. Continuo a utilizar o mesmo critério: duas candidaturas não chegam para ser uma semana positiva.
No post sobre a Netiquette prometi que nunca mais deixaria de solicitar os recibos de entrega e de leitura nos e-mails de candidatura que envio e tenho cumprido. Por alguma razão de carácter informático não recebi recibos de entrega no servidor, mas recebi esta semana duas notificações de leitura, o que obviamente indica que os e-mails estão a ser entregues correctamente.
Este tipo de pongs são automáticos, não são em resposta propriamente dita às minhas candidatura, pelo que juntei mais um parâmetro ao meu balanço semanal, onde já se refletem esses dois recibos de que falo. 
23.8.03
  Falta-me o essencial

Acabo de descobrir um blog onde nunca poderia participar, pelo menos por agora. Já aprendi o que é brown nose, conceito que vi ser posto prática demasiadas vezes. Chama-se Diz Mal do Teu Patrão. É um blog colectivo aberto à participação de todos. Com a quantidade de gente insatisfeita com os patrões, há pano para mangas looooooooooongas!
Já agora, como será o nome do conceito para "dormir com o/a chefe"? 
22.8.03
  Mais onde procurar

A Agência Financeira passou a ter no canto inferior direito uma série de anúncios de oportunidades de emprego. Já me serviu para enviar um CV. O link directo vai já ali para o lado. 
20.8.03
  Estatísticas do desemprego

Recebo esta semana um postal do Centro de Emprego, idêntico a outro que tinha recebido há uns meses atrás. Melhor que as palavras são as imagens, portanto cá está ele.



É o segundo em 6 meses que recebo em casa. Calculo que a pressão para baixar o número de inscritos nos centros de emprego deve ser enorme, para que o ministro possa ir para as televisões e os jornais rejubilar com a descida desse indicador e desvalorizar os números do Instituto Nacional de Estatística.

 
19.8.03
  Balanço Semanal

Na semana passada notou-se claramente a influência do mês de Agosto nas empresas. É como se este país parasse. Sem pessoas nas empresas, não há anúncios nos jornais, não há candidaturas para concorrer. Esperemos por Setembro então. 
11.8.03
  Porque não os desempregados!

Com algum atraso - ainda me resta alguma vida pessoal - respondo a um post de NRF do Veto Político de título "Os meandros do desemprego e o seu enquadramento proactivo ", o qual achei confuso e oscilante.
Vamos então por partes:

1. Definição de tirania estatal - NRF baseia-se nas minhas palavras (engajar, mais concretamente) para considerar que qualifico como tirano o Estado que aplique (aqui tinha vontade de usar a expresão inglesa enforce) o conceito de "trabalho socialmente necessário". E está correcto. A falta de regras concretas e claras para a aplicação dessa medida pode, como já tinha referido, levar a situações de injustiça e a arbitrariedades. Isto pode-se definir por tirania, mas pessoalmente prefiro prepotência.

2. Definição de Trabalho Conveniente - O desempregado tem o dever de aceitar emprego, exercício de funções ou tarefas desde que adequadas às suas aptidões físicas, habilitações escolares e formação e experiência profissionais, proposto pelo Centro de Emprego, sob pena de perda das prestações de desemprego.

3. Definição de Trabalho Socialmente Necessário - O desempregado tem o dever de aceitar trabalho socialmente necessário, o qual se define por trabalho desenvolvido no âmbito de programas ocupacionais organizados por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, em benefício da colectividade e por razões de necessidade social ou colectiva, sob pena de perda das prestações de desemprego.

4. Clarificação dos conceitos - O ponto 2 implica o fim da situação de desemprego, o ponto 3 parte da manutenção da situação de desemprego, aproveitando uma força laboral desocupada para a execução de qualquer tarefa que seja considerada em benefício da colectividade ou por razões de necessidade social ou colectiva, sem especificar qualquer restrição relativa às características pessoais, académicas ou profissionais de cada pessoa.

5. Confusão e oscilação - NRF concorda com a utilização de desempregados em determinadas tarefas, mas impõe algumas restrições não previstas na lei:
"deveremos optar por um sistema que apenas contemplasse curtos perí­odos de tempo (de um a três ou cinco dias, talvez mais), concomitantemente acompanhado por um incremento tangencial do subsí­dio, com as condições de deslocação e alojamento (caso sejam necessárias) cobertas pelo Estado".
A confusão reside na mistura do conceito de "trabalho conveniente" com o do "trabalho socialmente necessário". Neste último caso, o legislador não estabelece qualquer limite à contribuição do desempregado. O problema está exactamente aí; enquanto que o primeiro conceito define de forma clara o alcance da medida, o segundo deixa tudo em aberto. Dessa forma, um gestor no desemprego pode recusar um emprego como cortador de fiambre no Continente, mas não pode recusar de forma alguma que o encaminhem para o Pinhal de Leiria limpar mata para o bem social do país, porque foi definido que é o seu dever como desempregado que recebe prestações sociais. Não será isto tirania?
A oscilação prende-se com o facto de, por um lado considerar "abuso do Estado forçar alguém a aderir a este programa" e por outro lado, não se enojar com isso num plano como o que defende. Só que o plano que defende não é o que existe, o que existe é o que descrevi no ponto 3, pelo que a completa omissão de regras da solução legal em vigor não me pode satisfazer e, para ser coerente, nem a NRF.

6. Abusar do sistema - Os desonestos do subsídio de desemprego ou do rendimento mínimo garantido continuarão a existir. A culpa não é deles, é de quem tendo a obrigação de fiscalizar não o faz. As regras para o acesso a estes apoios sociais são claras e se não são cumpridas é porque se permite que não o sejam. Como disse, cumpro escrupulosamente essas regras e nada tenho a recear. Mas alguns dos tais ex-colegas que como eu nunca foram chamados para dar provas de busca activa de emprego, já não receberiam o subsídio se houvesse fiscalização, pois decidiram "aproveitar" a situação para voltar a estudar no sentido de terminar o curso que tinham deixado a meio, sem nunca terem enviado um só CV.
Sei perfeitamente que a médio prazo o actual sistema social pode falir, devido à inversão da piramide etária. Para prolongar a existência deste sistema é necessário actuar no sentido de acabar com os abusos e também no sentido de informar os desempregados de todas as opções que têm disponíveis. Enquanto não se tomarem medidas para tornar real o dever de procurar emprego e enquanto que possibilidades como o subsídio de desemprego parcial não sejam informadas e activamente estimuladas nos desempregados, vai continuar a ser o forrobodó que é, com a consequente factura de valor elevado a pagar por todos os que honestamente trabalham e descontam para a Segurança Social. O Instituto do Emprego e Formação Profissional não pode continuar a ser uma instituição esvaziada de competência e utilidade.

7. Fulanização - De forma alguma entendi os posts de NRF como ataques pessoais, nem os meus podem ser classificados dessa forma, até fiz uma piada na minha primeira resposta. São meras discussões de ideias e divergências de opinião que não considero conflituosas. Mas de facto ao ter diminuído a classe dos desempregados a indivíduos que vivem da caridade do Estado, colocando todos no mesmo saco, senti-me relativamente ofendido na minha honra. Relativamente, pois só dei a importância ao facto que achei que merecia, actuando no sentido de clarificar sem margem para dúvidas o porquê das minhas opções, pois tenho a consciência absolutamente limpa e sei que ninguém me pode acusar de ser um mandrião. Portanto, no hard feelings, ou traduzindo literalmente para português nada de sentimentos rijos. :) 
  Balanço Semanal

0 (zero) respostas pendentes a entrevistas realizadas.
1 (uma) candidaturas a anúncios de emprego publicados na Internet. (PING?)
0 (zero) candidaturas a anúncios de emprego publicados nos jornais. (PING?)
1 (uma) respostas recebidas no seguimento de candidatura (PONG!)
0 (zero) propostas de emprego recebidas.


Total de 1 (uma) candidaturas de emprego enviadas.


Avaliação da semana: 2/5

Má semana devido à escassez de anúncios a responder, mas isso terá a ver sobretudo com o facto de estarmos no mês de Agosto. De salientar que o pong foi provocado pela situação que relatei no post "Espanto e revolta" e não voluntariamente pela empresa. 
6.8.03
  Necessário Trabalho Social

Agora foi o NRF do Veto Político a argumentar a favor da utilização de desempregados em tarefas sociais. Para contra-argumentar procurei informação sobre o Regime Jurídico da Protecção Social no Desemprego, mais concretamente a legislação aplicável. Deparei-me com o meu erro, de anteriormente ter argumentado sem conhecimento completo para o fazer da forma mais correcta. Não sei se qualquer um de vós que defende essa medida saberá, como eu não sabia nem imaginava possível por achar a ideia completamente estapafúrdia, que na realidade essa possibilidade já se encontra prevista na legislação.
Um dos deveres do beneficiário a receber prestações de desemprego é aceitar trabalho socialmente necessário. O conceito de trabalho socialmente necessário é, segundo o Guia Prático da Protecção Social no Desemprego (download 1,2 Mb), "trabalho desenvolvido no âmbito de programas ocupacionais organizados por entidades públicas ou privadas sem fins lucrativos, em benefício da colectividade e por razões de necessidade social ou colectiva".
Mesmo estando consagrada em letra de lei, continuo a discordar desta possibilidade mas agora talvez o faça de uma forma mais informada. Senão veja-se que nos mesmos deveres do beneficiário a receber prestações de desemprego é especificado o dever de aceitar "emprego conveniente", o qual deve consistir no "exercício de funções ou tarefas adequadas às aptidões físicas, habilitações escolares e formação e experiência profissionais". Isto significa que em relação a emprego conveniente, há uma defesa do desempregado no sentido de impedir com que uma pessoa com formação superior seja obrigatoriamente colocado como cortador de carnes verdes num talho, por exemplo. O mesmo não acontece relativamente ao trabalho socialmente necessário, visto que por omissão se pode concluir que pode ser qualquer tipo de trabalho, independentemente das aptidões físicas, habilitações escolares e formação e experiência profissionais, obrigando aquele que, por exemplo, anteriormente era quadro superior numa empresa a realizar qualquer tarefa considerada socialmente necessária atribuída de forma arbitrária, sob pena de perder o subsídio de desemprego. E com isto não posso concordar.
Reafirmo as expressões "ideia revoltante e agressora da moral" e volto a usar o verbo engajar para descrever a aplicação dessa medida.
Para mim, seria muito mais importante fiscalizar um outro dever do desempregado, o de efectuar diligências adequadas à obtenção de novo emprego e apresentar provas de procura activa de emprego pelos seus próprios meios. Isto não me parece estar a ser feito, já que nem a mim nem a qualquer outro ex-colega ainda desempregado nos chamaram para apresentar essas provas, as quais, aliás, guardo religiosamente desde que comecei à procura. Os abusos do sistema que fazem NRF falar em "rendimento a longo prazo" decresceriam consideravelmente, talvez assim a expressão "estar à mama" deixasse de fazer sentido. Bem, excepto em relação a um assunto, já que NRF considera a minha situação actual, a de lutar por conseguir um emprego igual ou melhor que o anterior, como uma espécie de aproveitamento que faço com base num patrocínio imoral. Muito claramente e para afastar todas as dúvidas que pelos vistos subsistem, eu tenho despesas que assumi quando ainda nem sonhava poder vir a ficar desempregado e que pagava com facilidade com o ordenado que tinha. Por agora não aceito um emprego "não tão prestigiante como o anterior, ou mesmo um emprego que não aproveite todas as nossas capacidades" não porque tenha algum preconceito em relação a isso, mas sim porque o salário que sobrar após o pagamento dos meus compromissos será na melhor das hipóteses pouco mais que irrisório, para além continuar com os meus sonhos e objectivos de vida que tinha estabelecido a médio prazo completamente amputados. Será assim tão diabólica a minha atitude?
Sobre as candidaturas que tenho enviado não me tenho restringido à minha área de especialização profissional e tenho aliás escrito sobre isso aqui. Conheço os meus talentos - o meu maior talento é aplicado em ambientes íntimos mas não estou a pensar enveredar pela prostituição. :) Não duvido das minhas capacidades de adaptação e por isso não terei qualquer pejo em aceitar (sujeitar-me a, como diz NRF) um emprego que em nada seja relacionado com a minha anterior experiência, porque isso não invalida que continue na procura de colocação em área mais condizente com a minha experiência profissional e até com os meus gostos pessoais.

No Centro de Emprego não recebi o já referido guia nem fui informado da sua existência, pelo que só agora por causa deste post descobri ao lê-lo que existe uma modalidade de subsídio de desemprego que também não me foi referida aquando da minha inscrição e subsequente entrevista. Tenho a hipótese de receber um subsídio de trabalho parcial, desde que celebre um contrato de trabalho a tempo parcial (part-time) cujo número de horas semanal do trabalho a tempo parcial seja superior a 20% e inferior a 75% do período normal de trabalho a tempo completo e desde que o valor da remuneração do trabalho a tempo parcial seja inferior ao montante do Subsídio de Desemprego, ou seja, a Segurança Social encarrega-se de pagar a diferença de valor entre o salário e o subsídio. Isto já tinha sido referido por Carlos Carvalhas II mas eu distraído pensei que se tratava de um projecto lei do PCP e não a legislação em vigor. Esta sim, é uma possibilidade viável e uma "forma de manter a actividade, a rotina, e até aproveitar para desenvolver projectos de especialização na área pela qual nutre uma apetência especial". Isto deveria ser enfatizado pelo IEFP, encorajado e implementado em larga escala, pois poupa muito dinheiro ao estado e motiva as pessoas que procuram melhor, ocupando-as.
Amanhã vou saber como é que isto se processa. Isto não é a solução do meu problema, mas poderá ajudar. É também um meio-termo que talvez agrade a NRF - ficaria satisfeito se deixasse de me considerar um indivíduo desonesto. 
5.8.03
  Olha outro...

É impressão minha ou Francisco José Viegas também concorda em pôr os desocupados de ancinho na mão a limpar florestas? O post, por coincidência, tem o nome igual ao do dos Marretas, "FOGO"...
Será que, agora que são três, já posso falar numa acção concertada? 
  Never say Ever

Waldorf, do Blog dos Marretas, no seu post de título "FOGO" de 3 de Agosto propõe como medida de prevenção contra os incêndios a "abertura de corta-fogos e limpeza das florestas, recorrendo aos militares, à população prisional e aos desempregados que estão a receber subsídio."

Sobre os militares há muito que considero que as suas funções sociais estão muito abaixo daquilo que podiam e deveriam ser. São milhares de homens numa instituição cujo sentido é defender-nos de ameaças externas que não existem e mesmo que existissem, da maneira como estamos equipados rapidamente passariam de ameaças a factos, numa versão europeia de uma Guarda Republicana do Iraque mas em pior. Valham-nos os aliados... Mas há ameaças internas e o fogo é uma delas. Seria uma mais-valia ter unidades militares em patrulha nos meses propícios aos incêndios florestais ou a engenharia militar a colaborar propondo e implementando soluções preventivas nas florestas. Já sobre a limpeza das florestas não concordo, já que seriam os desgraçados com menos instrucção que cumprem o Serviço Militar Obrigatório a fazê-lo, como é costume, e isso seria cometer um (novo) abuso sobre essas pessoas.
É aqui que entram os reclusos. Portugal não tem como outros países (os E.U.A. por exemplo) tanta tradição em utilizar a população prisional para a realização de trabalhos de cariz social como seria a limpeza das matas. Sei que no ano passado os reclusos de Pinheiro da Cruz fizeram a limpeza de algumas praias da Costa Vicentina mas parece que isso não é muito habitual, nem sei se teve continuidade este ano. Acho um verdadeiro desperdício as (infelizmente) muitas pessoas encarceradas cumprirem a sua pena sem realizarem serviço público. Se um simples objector de consciência é obrigado a prestar serviço cívico, os julgados e condenados por um crime também deviam sê-lo.

Agora mais em linha com o tema do blog, a utilização de "desempregados que estão a receber subsídio" na prevenção de incêndios. Já nem falo da mistura entre as classes dos desempregados, dos militares e dos reclusos, que me parece muito pouco ponderada nem na classificação implícita como pessoas que não fazem nem procuram fazer nada e que estão "à mama" e que infelizmente é uma ideia muito generalizada. A razão pela qual eu estou absolutamente contra esta sugestão é que ser desempregado não significa ser empregado do Estado. Nunca, jamais, em tempo algum aceitaria ser engajado para proceder a limpezas em matas simplesmente porque me pagam um subsídio de protecção social conferido por lei e para o qual, aliás, me qualifiquei para receber por ter trabalhado e contribuído. Esta é uma ideia revoltante e agressora da moral da maioria das pessoas que, como eu, não escolheram o desemprego como modo de vida.

Caro Waldorf, já agora proponha a inclusão dos beneficiários do Rendimento Mínimo Garantido (RMG) no seu programa. Garanto-lhe que não estaria sozinho na argumentação a favor da sua proposta pois calculo pelo post RMG de 28 de Julho publicado no Abrupto que Pacheco Pereira terá a mesma opinião. 
4.8.03
  Espanto e revolta

Abro o Outlook e começam a chegar mensagens. Uma é diferente das outras todas, é o recibo que pedi para confirmar se um e-mail que enviei em candidatura a uma oportunidade há exactamente 2 semanas foi ou não lido. Nunca o tinha feito, as regras da netiquette ensinam que não se deve fazê-lo, mas como desta vez a oportunidade em causa é para mim especialmente interessante, decidi quebrar essa regra da boa educação electrónica.
Foi em boa altura que o fiz pois o que o recibo me disse foi que:

Your message

To: recursos.humanos
Subject: Candidatura a Colaborador
Sent: Mon, 21 Jul 2003 19:20:56 +0100

was deleted without being read on Mon, 4 Aug 2003 10:16:07 +0100

Imaginei logo o pior, que o Sr. Cunha reinava em força nesta empresa. Os anúncios de emprego seriam um mero proforma, pois a vaga já estaria atribuída ao amigo do familiar da prima do funcionário dos Recursos Humanos responsável pela contratação, daí que me apagassem o e-mail e provavelmente os dos outros candidatos.
Irritado, não baixei os braços e liguei de imediato para a empresa. Tendo explicado a situação fiquei a saber que, supostamente, a pessoa que me apagou o e-mail e que vinha identificada no recibo, não o poderia ter feito pois está ausente da empresa em gozo de férias. Pediram-me que ficasse descansado, que o meu CV estaria concerteza junto dos dos outros candidatos e que isto seria apenas um "lapso informático". Insisti na obtenção de uma confirmação de que sou de facto candidato. Pediram-me os dados pessoais e prometeram-me contacto com a confirmação.
Recebi agora esse contacto. Não há registo da minha candidatura. Reenviei o CV e para minha segurança confirmei ao telefone a chegada do meu e-mail à caixa de correio da funcionária com quem dialogava. Agora devo aguardar, pois só em Setembro será feita a selecção.

Não tenho como é óbvio qualquer prova de que a minha suposição esteja certa. Tenho que confiar que a explicação que me deram está correcta para que possa continuar a ter esperança em conseguir este emprego. Mas a partir de hoje, todos os e-mails de candidatura que enviar vão, não com um mas com dois pedidos de recibo: o recibo de entrega no servidor da empresa e o recibo de leitura da mensagem. Não me posso dar ao luxo de ser excluído à partida de concursos devido a "lapsos informáticos". Que se lixe a netiquette
  Balanço Semanal

0 (zero) respostas pendentes a entrevistas realizadas.
3 (três) candidaturas a anúncios de emprego publicados na Internet. (PING?)
0 (zero) candidaturas a anúncios de emprego publicados nos jornais. (PING?)
0 (zero) respostas recebidas no seguimento de candidatura (PONG!)
0 (zero) propostas de emprego recebidas.


Total de 3 (três) candidaturas de emprego enviadas.


Avaliação da semana: 3/5

Haver anúncios para responder é sempre positivo, não haver respostas é que é mau. 
Diario de um Desempregado

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